Crônica narrativa sobre a politicagem
Noite Insólita
Este texto é uma pequena crônica que
aborda com a politicagem tem o poder de modificar a vida de uma pessoa. Pessoas
se transformam, se camuflam. Como
destruir este “monstro”?
É
outubro!! Estou sozinho em meu quarto em mais uma destas noites de insônia, e
ao invés de contar carneirinhos ou pensar em como seria o céu. Eu me lembro
dela que vem chegando e que quando chega faz um estrago. Ela no seu âmbito não
deveria ser ruim, contudo o que as pessoas fazem com ela se torna, pelo menos
para mim e creio que para muitos, um ser horroroso. Ela demora aparecer, mas
mesmo distante causa os mais variados transtornos à população, sobretudo em
lugares pequenos, em que deveria reinar a cordialidade, pois, não dizem os
hipócritas que “todos são irmãos, conhecidos?”. Ela ou sei lá “ele camuflado”
vem como um tsunami destruindo famílias, amizades, casamentos. Transformando a
mente das pessoas, tornando-as ambiciosas, gananciosas. Seres que muitos dizem
racionais se tornam irracionais. Quando ela se aproxima a moral, o
caráter, os princípios éticos e até mesmo religiosos ficam em segundo
plano. Estou a cada dia mais triste com
nós seres humanos. Como deixar um ser tão medíocre nos levar para tão baixo, para a mediocridade?
Como deixar de lado todos os princípios que a
duras penas aprendemos com os nossos pais, com o padre, com um amigo e que em
com uma pequena ação, uma única palavra é destruída?
Vivemos
em uma época em que sou capaz ter dúvida se é melhor ter um amigo ou inimigo?
Por que até este sentimento tão bonito que é a amizade “ELA” consegue destruir.
Ela não tem como prefixo “ina” como cocaína, cafeína ou nicotina, mas pelo que
percebo é tão viciante quanto , pois quem nela mergulha, entra de cabeça ou até
aqueles que muito se aproxima não quer sair mais. Por que será?
Depois de tanta divagação e de pensamentos utópicos dormi, a
insônia foi-se embora. Aprendi então que sou diferente, anormal, pois enquanto
as mães cantarolam para as criancinhas que não querem dormir “musiquinhas do
bichão-papão” é pensando em monstros que consigo dormir.
Autor: Udirlei Correia

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